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O Ciclo de Vênus e Marte – uma avaliação na maneira de amar

No dia 20 de fevereiro Marte ingressou em  Áries e vai transitar com muita energia no seu signo de domicilio até o dia 31 de março. Marte é o regente de Áries e por isso consegue exercer todas as suas qualidades aqui.

No dia seguinte foi a vez de Vênus  ingressar em Áries (o trânsito termina no dia 16 de março) onde não consegue exercer tão bem as suas qualidades, pois não é bem recebida. Libra, que é regido por Vênus, é o signo oposto a Áries e neste posicionamento Vênus fica fraca. De qualquer forma, este foi um encontro bastante especial. No dia 22 de fevereiro Vênus e Marte fizeram uma conjunção que representou o início de um novo ciclo.

Vênus e Marte são amantes ardentes e costumam se encontrar a cada dois anos mais ou menos (a última conjunção aconteceu em abril de 2013 no signo de Áries). Porém, a cada 77 meses, mais ou menos, ocorrem 3 conjunções de Vênus e Marte dentro de um período de nove meses. Uma dessas conjunções acontece com Vênus retrógrada,  que faz parte de um ciclo maior de 32 anos. Vou explicar melhor o que representa este ciclo. Este texto é um pouco mais complexo porque trata de um tema mais técnico, os ciclos planetários, que é abordado na Astrologia Avançada e por isso usei muitos conceitos que o astrólogo Alexander Ruperti utiliza no seu livro Ciclos de Evolução.

Antes de falar sobre o ciclo, vou falar um pouco sobre o mito de Vênus e Marte. Eles formam um par complementar, representam os arquétipos puros do feminino e do masculino, o desejo e a vontade, o sentir e o agir. Na mitologia grega Ares, o deus da guerra (Marte é o nome romano)  é amante de Afrodite, a deusa do amor e da beleza (Vênus na mitologia romana) casada com Hefesto (Vulcano). O interessante desse mito é que Marte, agressivo, bruto, grosseiro e violento só repousava nos braços da doce Vênus. Era com ela que ele recuperava as energias e descansava das batalhas. Vênus entregava-se aos jogos de conquista e sedução e escolhia os seus amantes entre os muitos pretendentes que tinha. Apolo (Sol) era um deles e apesar de ser bonito, sedutor e poético, Vênus preferia o violento Marte.

Na astrologia, Vênus e Marte representam tudo o que o indivíduo faz de uma maneira natural e espontânea. Enquanto o que é valioso e satisfatório está ligado à Vênus, o desejo e a capacidade de expressar esse sentimento de maneira espontânea é função de Marte. Quando Vênus e Marte estão agindo em conjunto, Marte vai lutar para conquistar aquilo que Vênus decidir que tem valor.

No mapa natal, Vênus e Marte juntos representam os valores e a luta para conquistar aquilo que desejamos. Esse par também simboliza a maneira como nos relacionamos afetivamente e sexualmente. Porém, neste ciclo que ocorre numa média de 6 anos, o último ocorreu há 5 anos, em 2010, temos a oportunidade de aprender a amar de forma verdadeira, seguindo a nossa essência.

O amor de Vênus é um amor muito mais amplo do que o amor dos sentimentos pessoais, principalmente a forma como o amor é vivenciado nas relações afetivas e nos casamentos atuais. Nessas relações vemos muito mais a expressão e a busca pelo preenchimento das necessidades e desejos pessoais do que uma relação verdadeira de amor. Nessas relações existem mais projeções de sentimentos e a expressão de Marte do que de Vênus.

Essa emoção do “pôr-se em movimento”, como Ruperti menciona em seu livro, é o que Marte faz quando segue Vênus. Esse ciclo é muito importante pois nos dá a oportunidade de viver o amor em sua essência e isso será possível quando Vênus iniciar o movimento retrógrado.

Mas o que é o amor de Vênus? Ele é uma expressão da lei universal de atração e repulsão e como tal está absolutamente desvinculado das emoções. No mapa natal Vênus mostra a qualidade da capacidade de amar da pessoa – o valor dado ao amor, melhor do que a expressão individual do amor. Vênus mostra o caminho no qual a pessoa encontrará o amor se e quando o amor entrar no seu caminho. O signo onde está Vênus no mapa representa a energia da essência pura do nosso amor.

Neste ciclo de Vênus e Marte, que ocorre quando acontecem três conjunções num período de nove meses e uma dessas conjunções acontece com Vênus retrógrada, o Universo nos dá a oportunidade de aprender a vivenciar o amor puro e assim mudar os nossos valores negativos ou condicionados e dar um significado espiritual mais profundo para as ações individuais. Não podemos esquecer que somos seres espirituais vivendo uma experiência humana ou material. Durante este período podemos nos mover mais livres e eficientemente de acordo com a nossa verdadeira essência.

A primeira conjunção de Vênus e Marte ocorreu no signo de Áries, no dia 22 de fevereiro. Vênus estava no grau 01°26 e  Marte no grau 01°32. É importante verificar a casa do mapa natal que corresponde ao grau do signo da conjunção, pois ali que vai acontecer a dinâmica da conjunção Vênus-Marte e não dá pra esquecer da influência dos outros planetas também. Neste momento Urano também encontra-se em Áries e está fazendo quadratura com Plutão em Capricórnio e nos mostra que existe uma tensão e reforça a necessidade de transformar e mudar a maneira de agir nos relacionamentos.

A segunda conjunção será no dia 31 de agosto, quando Vênus estiver retrógrada no grau 14°48 de Leão e Marte no grau 14°45. Neste período será o momento de aprendizagem mesmo. Com Vênus retrógrada é possível viver de acordo com a nossa própria verdade e desenvolver as nossas capacidades pessoais e assim desligar o nosso senso de valores das considerações culturais, sociais e religiosas que nos dominam. Viver de maneira espiritualmente livre é um grande desafio e certamente encontramos muitas dificuldades, pois o espírito livre se choca com situações “normais” da vida. Quando Vênus ingressar em Leão tratarei mais sobre esta conjunção que é a mais importante do ciclo.

A última conjunção vai acontecer no dia 02 de novembro no signo de Virgem, Vênus no grau 23°45 e Marte no grau 23°57.

É importantes analisar as casas que as conjunções vão ocorrer no mapa e se vão fazer aspectos com outros planetas do mapa natal, principalmente a conjunção com Vênus retrógrada. Se isso acontecer é possível entender o significado individual desse ciclo, que será extremamente importante para o aprendizado e evolução na maneira de amar do indivíduo. Observar os acontecimentos que ocorreram no passado e fazer uma análise mais profunda, é muito interessante como forma de avaliar o nosso crescimento. Se possível, vale a pena investigar o que aconteceu há 32 anos, quando Vênus ficou retrógrada em Leão, no dia 19 de setembro de 1983, no grau 24°.

Venus_and_Mars_Sandro Botticelli

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Ciclos Planetários

Ciclo da vida é um conjunto de transformações que todos os seres passam ao longo de sua existência. A Astrologia nos ajuda a compreender todos esses processos e fases de desenvolvimento da nossa vida.

“A vida começa quando nascemos, e continuamos a crescer até morrermos. Se pudermos compreender que o crescimento é um processo normal de evolução, podemos aproveitar a energia de nossos ciclos de crescimento e utilizar aquela energia para enriquecer a nossa experiência de vida. Quanto mais cedo compreendermos que o ciclo de crescimento é inevitável, o conhecimento de períodos vindouros de estresse possibilita-nos evitar o choque e trauma que podem ocorrer quando estamos totalmente despreparados para o próximo passo de nossas vidas. (Períodos normais de crise não devem ser confundidos com um evento traumático. Eventos totalmente traumáticos são aqueles para os quais estamos totalmente despreparados, como a perda de alguém querido em acidente ou por doença, um acidente grave, incêndios, etc. Estes tipos de eventos não se relacionam com o que estamos discutindo aqui. Contudo, se ocorrer um evento importante durante a metade de um ciclo normal de crise, a pressão pode ser extremamente difícil. Um cliente que nos procura para falar sobre um evento traumático não precisa ouvir sobre os seus ciclos!)” Betty Lundsted em Ciclos Planetários, Indicadores Astrológicos de Crises e Mudanças.

Do ponto de vista da Astrologia, cada planeta tem um ciclo próprio, e o ciclo pode ser cronometrado de acordo com a posição do planeta no mapa natal. Alguns ciclos são mais importantes que os outros. Por exemplo, o Sol completa o ciclo em um ano, o que chamamos de Revolução Solar e ocorre sempre no período do nosso aniversário. Enquanto Saturno completa um ciclo em média a cada 28 anos. O famoso “Retorno de Saturno”.

Os ciclos de maturação e que afetam significativamente as nossas vidas são os ciclos dos seguintes planetas:

Marte retorna a sua posição natal a cada 2,25 anos
Júpiter retorna a sua posição natal a cada 12 anos, aproximadamente
Saturno retorna a sua posição natal a cada 28 anos, aproximadamente
Urano retorna a sua posição natal a cada 84 anos
Netuno retorna a sua posição natal a cada 164 anos
Plutão retorna a sua posição natal a cada 248 anos.

Num tempo médio de vida, podemos experimentar cerca de trinta e quatro voltas de Marte, e sete voltas de Júpiter, três voltas de Saturno, talvez uma volta de Urano.

Os ciclos de estresse ocorrem quando o planeta move-se de seu local natal para os seguintes aspectos em trânsito: a primeira quadratura (Saturno em quadratura com Saturno), então para a oposição (Saturno em oposição com Saturno), para última quadratura (Saturno em quadratura com Saturno) e de volta para o início (Saturno em conjunção com Saturno). Ainda com relação ao planeta Saturno, por exemplo, a cada sete anos ele formará um outro aspecto com si mesmo.

Os ciclos planetários mais importantes, quando os planetas fazem aspectos com eles mesmos, são os dos planetas lentos.

Ciclo de Júpiter – ciclo do crescimento – a cada 12 anos (retorno/conjunção)

3 anos: Júpiter em quadratura com Júpiter
6 anos: Júpiter em oposição com Júpiter
9 anos: Júpiter em quadratura com Júpiter
12 anos: Júpiter em conjunção com Júpiter

Ciclo de Saturno- ciclo de amadurecimento- a cada 28/30 anos (retorno/conjunção)

15 anos: Saturno em oposição com Saturno
21 anos: Saturno em quadratura com Saturno
28 anos: Saturno em conjunção com Saturno
35 anos: Saturno em quadratura com Saturno
44 anos: Saturno em oposição com Saturno
58 anos: Saturno em conjunção com Saturno

Ciclo de Urano- ciclo de libertação e da individualidade – 84 anos (retorno/conjunção)

21 anos: Urano em quadratura com Urano
42 anos: Urano em oposição com Urano
63 anos: Urano em quadratura com Urano
84 anos: Urano em conjunção com Urano

Ciclo de Netuno- ciclo de compreensão da realidade e da espiritualidade

42 anos: Netuno em quadratura com Netuno
84 anos:  Netuno em oposição com Netuno

Ciclo de Plutão – ciclo de transformação

Entre 37 e 42 anos: Plutão em quadratura com Plutão

A concentração dos ciclos planetários ocorre no período entre 37 e 44 anos de idade e a pessoa passa a ter consciência de que não é mais jovem. É o momento de ensinar às pessoas sobre tornar-se adulto, compartilhando informações, aprendendo a dar o que sabe.

Abaixo segue a tabela dos anos críticos aproximados considerando todos os aspectos dos planetas Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.

ciclos planetarios